
A recente aprovação do Projeto de Lei nº 406/2023, de autoria do deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), tem gerado apreensão entre os organizadores dos tradicionais mastros de Propriá. A proposta, que veda a queima, soltura, comercialização, armazenamento e transporte de fogos de artifício com estampido em todo o estado de Sergipe, foi aprovada na sessão da última quinta-feira, 17, na Assembleia Legislativa.
A medida, embora tenha como principal objetivo preservar o bem-estar de pessoas com sensibilidade auditiva, crianças, idosos e animais, atinge diretamente uma das tradições mais marcantes da Festa de Bom Jesus dos Navegantes em Propriá: a queima de fogos durante a passagem da procissão no domingo da festa. Os fogos, disparados por dezenas de minutos em cada ponto onde há um mastro, são considerados símbolos de fé e devoção, e fazem parte do ritual há décadas.
Diante do novo cenário, coordenadores dos mastros iniciaram uma mobilização junto ao poder público, à Igreja e a parlamentares estaduais para tentar encontrar uma solução que preserve a tradição sem desrespeitar a nova legislação. A preocupação é que, com a regulamentação do projeto, um dos momentos mais emblemáticos da festa – conhecida em todo o estado e até fora dele – deixe de existir, gerando frustração entre devotos e organizadores.
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