
O julgamento de um homem acusado de arrancar o lábio da companheira, em um caso que repercutiu nacionalmente, foi cancelado em Propriá nesta quarta-feira após denúncias de interferência externa no processo. Segundo informações, o líder religioso Monsenhor Padre Francisco teria mantido contato com jurados na tentativa de direcionar o resultado do julgamento, levando a Justiça a suspender a sessão para garantir a imparcialidade do júri.
Após o cancelamento, uma confusão ocorreu dentro do fórum entre a vítima e pessoas ligadas ao réu, com palavras de baixo calão. A mulher acabou passando mal durante o tumulto e precisou ser encaminhada a um hospital para receber atendimento médico.
De acordo com a coordenadora do CRAM, Otiene Inácio, o monsenhor teria admitido ao juiz que manteve conversas com algumas pessoas que fariam parte do corpo de jurados. “Não gosto de injustiça; o júri tem que ser imparcial, sem interferência”, declarou Otiene ao Extra Propriá. A Justiça ainda não definiu uma nova data para o julgameto.
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