
A história de Maria Filomena Santos, conhecida como Filó do Milho, famosa feirante de Propriá, será retratada em um documentário intitulado “Filomena e o Mar”. A produção, dirigida por sua bisneta, a cineasta propriaense Bia Vieirah, tem como objetivo resgatar a trajetória de uma mulher negra, trabalhadora e símbolo de força na comunidade do Baixo São Francisco, em Sergipe. Filó dedicou sua vida ao trabalho e à família, enfrentando desafios como a violência doméstica, intolerância religiosa e outras adversidades, sempre com resiliência e determinação.

Com previsão de início das gravações para o final de novembro, o documentário busca destacar a vivência de Filó, desde o trabalho na lavoura de arroz até o legado transmitido para gerações. A obra também abordará temas como o empoderamento feminino e a ancestralidade negra, traçando paralelos entre a história pessoal da homenageada e questões sociais amplas. Para Bia Vieirah, a iniciativa é uma forma de dar visibilidade a mulheres negras e seus papéis como pilares de suas comunidades.
O projeto é financiado pelo Edital de Chamamento Público n.º 06/2023 – Tarcísio Duarte, dentro da Lei Paulo Gustavo, e conta com recursos do Governo Federal e da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap/SE). Esta é a estreia de Bia Vieirah como diretora de documentários, que traz a sua dedicação à valorização da cultura afro-brasileira e à memória de mulheres que marcaram gerações.
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